60% das PMEs ainda não começaram a se preparar para a Reforma Tributária, e isso pode custar caro!

Enquanto grandes empresas já revisam sistemas, simulam cenários e acompanham cada nota técnica da Reforma Tributária, a maioria das pequenas e médias empresas brasileiras ainda não saiu do lugar.

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60% das PMEs ainda não começaram a se preparar para a Reforma Tributária, e isso pode custar caro!

Enquanto grandes empresas já revisam sistemas, simulam cenários e acompanham cada nota técnica da Reforma Tributária, a maioria das pequenas e médias empresas brasileiras ainda não saiu do lugar.

Segundo matéria publicada pela InfoMoney, mais de 60% das empresas ainda não mediram o impacto da Reforma Tributária em seus negócios.

O dado chama atenção não apenas pelo número, mas pelo que ele revela: o despreparo tende a elevar custos, reduzir margem e pressionar o fluxo de caixa, especialmente para empresas de serviços.

A Reforma Tributária começa a ser implementada a partir de 2026, mas os efeitos do despreparo começam muito antes da cobrança efetiva.

A maioria ainda não começou e os números confirmam

De acordo com o Panorama do Contas a Pagar 2026, pesquisa realizada pela Qive, o cenário atual das empresas brasileiras é o seguinte:

  • 40% das empresas ainda não iniciaram qualquer identificação dos impactos da Reforma Tributária
  • 25% afirmam que pretendem começar, mas ainda estão apenas no planejamento
  • Apenas 38% efetivamente deram início ao mapeamento dos efeitos da reforma

Na prática, 62% das empresas seguem sem nenhuma ação concreta.

Esse dado é especialmente relevante porque a Reforma Tributária não exige apenas ajustes pontuais, mas uma revisão mais profunda da forma como as empresas organizam seus processos financeiros.

Reforma Tributária não é só imposto, é estrutura.

Como afirma Erika Daguani, CPO da Qive, na própria matéria:

“A transição exigirá a revisão estrutural de processos e sistemas, e não apenas adequações pontuais. As companhias que iniciarem este processo mais cedo terão mais capacidade de transformar a obrigação em vantagem competitiva.”

Essa afirmação resume bem o momento atual. A Reforma Tributária não se resolve apenas com troca de alíquota ou mudança contábil. Ela exige que as empresas revisem:

  • Processos financeiros;
  • Sistemas e ERPs;
  • Forma de controlar fluxo de caixa;
  • Precificação e margens;
  • Capacidade de simular cenários futuros.

Quem começa cedo, ajusta com calma. Quem deixa para depois, paga mais caro.

Grandes empresas já se movimentam e isso não é por acaso

A pesquisa da Qive mostra um contraste claro entre grandes empresas e PMEs.

Entre as empresas de grande porte:

  • 85% já acompanham notas técnicas e propostas da Reforma Tributária
  • 75% estão revisando processos internos e ERPs
  • 70% realizam simulações de cenários financeiros

Essas empresas tratam a Reforma como um projeto estratégico, não como um problema futuro. Em contrapartida, entre as pequenas e médias empresas:

  • 60% reconhecem que ainda não iniciaram nenhuma ação preparatória

Esse atraso tende a gerar:

  • Maior dependência de suporte externo no último momento;
  • Custos elevados de adaptação;
  • Ajustes feitos sob pressão, com impacto direto no caixa.

Por que o impacto tende a ser maior nas empresas de serviços

No setor de serviços, o despreparo costuma pesar ainda mais. Isso porque muitas empresas apresentam:

  • Estrutura de custos concentrada em folha e despesas que não geram crédito tributário;
  • Margens apertadas ou mal calculadas;
  • Falta de fluxo de caixa projetado;
  • Mistura entre finanças pessoais e empresariais.

Com a Reforma Tributária e com mecanismos como o split payment, no médio prazo o imposto tende a sair mais rápido do caixa, reduzindo a folga financeira de empresas que já operam no limite. Nesses casos, o impacto não aparece como “pagar mais imposto”, mas como:

  • Caixa apertado;
  • Margem corroída;
  • Dificuldade para investir, crescer ou até manter a operação.

O verdadeiro risco não é a Reforma, é o improviso.

A Reforma Tributária não cria fragilidades financeiras, ela expõe as que já existiam.

Empresas que não conhecem seus números tendem a:

  • Tomar decisões reativas;
  • Ajustar preços tarde demais;
  • Confundir faturamento com lucro;
  • Perder margem sem perceber.

Por outro lado, empresas que já trabalham com:

  • Fluxo de caixa projetado;
  • Precificação baseada em custos reais;
  • Simulações de cenários;
  • Planejamento financeiro contínuo

têm muito mais capacidade de atravessar a transição com segurança.

Conclusão: a Reforma não penaliza o pequeno, penaliza o despreparado.

Os dados mostram que o porte da empresa não é o principal diferencial. O que realmente separa quem sofre de quem se adapta é o nível de gestão financeira.

A Reforma Tributária será implementada de forma gradual, mas o custo do despreparo chega antes, em forma de decisões erradas, perda de margem e pressão sobre o caixa.

2026 não será o ano de improvisar, será o ano de quem se planejou.

A Beda Assessoria Empresarial atua com gestão e planejamento financeiro para empresas de serviços que desejam clareza, controle e crescimento sustentável. Nosso trabalho é ajudar empresárias a saírem do improviso e tomarem decisões com base em números, especialmente em cenários de mudança estrutural como a Reforma Tributária.

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